Tenho andado meio no limite: limite físico, psiquico e sentimental. Quando penso em tudo que já passei para chegar até meu "hoje", vejo que cresci muito como pessoa, mas me vejo remando muito contra a maré.
ME VEJO VIVENDO UM DIA DE CASA VEZ, REPETINDO UM MONTE DE HOJE SEM SENTIDO E INFELIZ.
Penso como algumas pessoas superam seus limites e eu as admiro, mas confesso que aprendi a me adaptar aos meus. Quando penso em algo que me trava, ao invés de ir em frente e superar, recuo e vejo a melhor alternativa para continuar o que tenho que fazer sem ultrapassar meus medos... Covardia talvez, mas só eu e Deus sabemos o tanto que eu faço para viver bem comigo mesma aqui no Ceará.
NÃO HÁ UM SÓ DIA QUE EU NÃO QUEIRA IR EMBORA, E NÃO HÁ UM SÓ DIA QUE EU NÃO PERMANEÇA.
E o que mais me faz querer partir não é o salário atrasado, mas o fato de não ter paz comigo mesma. Sinto que meus medos me dominam: não vou ao banheiro de noite por medo de pererecas; não alugo um apt por medo de não poder pagar; não saio de N.R. por que não sei o que pode vir; não mudo para longe por causa de Mirian e Fábio e não volto para casa por medo do FRACASSO.
HÁ MUITA NOBREZA EM SE CONVIVER COM SEUS MEDOS, O QUE NÃO HÁ É FELICIDADE.
Sobrevivo dia após dia aqui por que tenho pessoas muito boas ao meu lado, mas a cada dia que passa me sinto mais triste, mais infeliz e com menos brilho. Todos os dias choro por tudo que deixei para trás, para viver essa DESVENTURA SOLITÁRIA; e choro pelo que pode vir pela frente. Hoje sinto que só tenho meu hoje.
NÃO VOU DIZER QUE NÃO FUI FELIZ AQUI, SÓ FUI INFELIZ MAIS DO QUE DEVERIA SER.
É impressionante como se vive na corda bamba quando estamos vulneráveis: uma PALAVRA, um GESTO, uma LEMBRANÇA é o suficiente para se ir do céu ao inferno (e vice-versa). Quando disse no início que vivo no meu limite, principalmente físico e psiquico, é porque realmente vivo na corda bamba: não almoço, só como besteira; emmeu quarto tem mais de 10 garrafas de água vazia, e só uma com 100 ml de água morna; não tenho ânimo para caminhar e sequer arrumo meu quarto.
Já tive gripe, alergia, sistite, prisão de ventre e diarreia aqui. Não ligo mais para cozinhar; não tenho televisão para assistir, nem computador para mexer. Mal converso com as pessoas que eu moro e sempre dobro meu horário de serviço por que não suporto a ideia de ter que ir para casa. A única coisa que me resta é meu telefone, sem o qual enlouqueceria.
Vivo frustrada porque não poderei tentar meu mestrado, apesar de meu projeto estar pronto e eu estar estudando. Me iludo todos os dias na expectativa de algo surgir e eu poder voltar para junto de quem eu amo.
ME SINTO FRACA TODOS OS DIAS, APESAR DE MANTER MINHA POSE DE FORTE.
Tenho Artur me esperando, mas tenho medo que o tempo e a distância faça perder o que sentimos; sinto angústia por não estar perto de minha família quando ela precisa de mim, nem perto das crianças as vendo crescer. Temo me distanciar demais dos amigos que deixei e isso atrapalhar nossa amizade.
Uma amiga me disse que quando entramos numa igreja pela 1º vez, devemos fazer um pedido. Ao entrar em uma, sabe o que eu pedi: que tudo desse certo daqui pra frente e que tudo isso valha a pena um dia. E que assim seja!
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Oi Carol, olha eu conheço bem a maioria desses medos e sentimentos todos que assombram nossos pensamentos, e olha que eu tenho certezas que os meus foram menores que os seus afinal eu tenho aqui pessoas da minha família ao meu lado, Mas isso é normal passamos mesmo por momentos mais tristes, momentos de franquezas, momentos em que queremos jogar tudo pro alto e volta pra casa, o que posso lhe dizer é que passa ou melhora rsrs quando você conseguir organizar um cantinho pra você acho que as coisas vão ficar mais calmas, afinal não tem coisa melhor que aconchego de casa, vai ser muito importante pra você ter o seu lugar. Fica forte linda você sabe que tem aqui pessoas que gostam muito de você e que estão ao seu lado viu ...
ResponderExcluirE olha eu quero seus textos que me fazem morrer de rir de volta viu? Essa é a Carol que conheço, simpática, comunicativa, engraçada de bem e feliz com a vida. Beijos
Fica com Deus!!
Sabe amiga, me lembrei agora dos nossos dias lá em Campos que estávamos "sozinhas" mas sempre tínhamos uma a outra...nossas resenhas...as comidas...bebidas...como éramos realmente felizes e de bem com a vida...as brigas praticamente não existiam...elas existiram ou estou inventando só pra não parecer "Alice no país das maravilhas"?..Crescemos mt juntas, dividindo nossas angústias...você, polynha, fábio, e eu!E o que me vem à mente agora é uma frase sua que diz: "amiga, quando eu crescer quero ser igual a você". E, hoje sou eu quem te falo, amiga: "Quero ser igual a você"..se antes já te admirava, agora essa Carol cearense, batalhadora que agarrou uma meta e foi atrás...e essa Carol me faz regozijar!Te amo amiga. E continue forte que realmente tudo vai dar certo.
ResponderExcluirTenho muito orgulho de você, cunhada!
ResponderExcluirMe identifico e admiro demais sua coragem. Saiba que coragem não é não ter medo, mas sim enfrentá-lo.
Tenho certeza de que, daqui a um tempo, quando olhar para trás, verá que tudo terá valido a pena!
Beijoooo